... horrores, atrocidades, memórias, paranóias, fatos, fotos, corpos, fofocas, bizarrices, novelas, contos, crônicas, traumas de infância, insuportabilidade acumulada & retroativa e homicídio psicótico & grupal em potencial cruzado!!!

terça-feira, março 27, 2007

Educação vem do berço e não da fazenda

Às vezes me considero uma pessoa muito grossa, mas muitas outras vezes me considero uma pessoa muito educada, ou melhor dizendo, polited, como se diz em inglês para as pessoas extremamente educadas.

A cidade onde moro é infestada de pessoas que vivem nas cavernas. Nos finais de semana os homens e as mulheres das cavernas resolvem sair para passear na pequena floresta de pedra, vidro e monóxido de carbono. Pegam suas roupas de sair (que provavelmente foram doadas ainda pelos jesuítas), vestem e derrubam as porteiras do mundo real, preferindo os lugares aparentemente mais civilizados e que demoraram algumas centenas de anos para evoluir o mínimo possível, levando um rastro de destruição e carnificina.

As poucas pessoas civilizadas e já acostumadas com a evolução e a modernidade, que sabem que não é necessário gritar em um celular para ser mais ouvido e que lampião de gás é novidade apenas nas cavernas, decidem passar agradáveis horas nos lugares determinados e criados a elas, mas em poucas horas uma multidão de neandertowns invadem o lugar, se comportando como cavalos atrás de potrancas no cio, se coçando como macacos, gritando como gralhas e gargalhando como hienas. Exatamente da mesma forma como tudo é dentro das cavernas no dia-a-dia comum desses homens que a pouco tempo descobriram o fogo, a diferença é que eles se encontram mais arrumadinhos e de banho tomado nos rios abaixo de alguns de seus vizinhos que já descobriam as palafitas.

Nos corredores as pessoas empurram como rinocerontes, nos banheiros os homens urinam como cachorros, mulheres atacam o sexo oposto como onças, e nós, humanos civilizados, andamos em ovos para não sermos atacados a garrafadas na falta de porretes de pedra. Sem contar dos trogloditas que ainda arrastam suas mulheres pelos cabelos e fazem sexo como os leões que vivem nos seus quintais.

A linguagem é um absurdo. A comunicação é complicada e deficiente, é difícil entender o que esses seres não catequisados querem dizer com um dialeto tão próprio e singular. Na faculdade existe até um curso específico para esses animais e é impressionante como esta casta é única e determinante.

Final de semana passado me mostrou que os seres humanos civilizados estão atuando como as mariposas de Darwin. Nos vestir e falar como os homens e as mulheres das cavernas não necessariamente significa SER um homem das cavernas. Dessa forma, nós, humanos civilizados, podemos passear na floresta dos animais inconsequentes sem sermos confundidos como lebres na savana, e o melhor: não somos importunados e nos divertimos civilizadamente de uma forma onde nos lugares mais civilizados isso é praticamente impossível.

Hoje entendo porque os sarais existiam e entendo porque continuam a existir. Só é preciso abrir os olhos, já que pela lei da sobrevivência todos parecem ser os mesmos.

sexta-feira, março 23, 2007

De novo esse tema?

Sim, de novo... porque é disso que o século XXI está vivendo.

Eu sou uma pessoa muito cética e não acredito em relacionamentos. Se alguém já chegou a ler meu blog assiduamente (coisa que eu também não acredito), vai ver que lá atrás (talvez em meados de 2005 ou 06) eu fiz uma pseudo-previsão muito justa do que se concebeu nos últimos dias, mas vou explicar que não fiz por mal e, sim, justamente pelo fato de que reitero o que acabei de dizer: eu não acredito em relacionamentos.

Não acredito porque sei que nos últimos anos um relacionamento não se tornou algo que conquista, mas uma condição. As pessoas ultimamente não se deixam levar pela concepção e pelos degraus do relacionamento em sua completa significancia, elas simplesmente QUEREM um relacionamento.

Querer é muito diferente do que se conquistar, pessoas não conquistam mais, pessoas buscam e são por essas razões que os relacionamentos dos tempos modernos não duram.

Dizem que uma paixão dura alguns meses e um amor dura dois anos e o dobro de tudo isso é o que se leva para esquecer alguém. Eu acredito nisso! Assim como eu também acredito que um relacionamento que supera dois anos não é mais um relacionamento e, sim, uma necessidade de ser e estar.

Sou sua metade, estou com você. É até descobrir que nunca foi, e está até descobrir que não está mais, e é assim que pessoas se machucam e outras adquirem experiências.

Eu não julgo ninguém por isso, desde que as razões sejam muito claras para um fim. Não julgo por dizer, mas acabo julgando pela minha insistente condição de ser humano analítico e crítico como sei que sou, mas acabo compreendendo os pontos de vista de quem estava na situação.

Eu já sofri em relacionamentos, já fiz pessoas sofrerem nos meus relacionamentos, bem como sei que mais sofri do que fiz sofrerem por uma simples razão: a razão.

A falta de razão dos outros me fizeram sofrer e a minha demasiada razão me evitou sofrer mais e ensinou quem me faria sofrer. Minha razão supera meus sentimenos e não consigo modificar isso, são por essas razões que quando me apaixono, me desapaixono facilmente, e quando se apaixonam por mim eu não consigo entender por quê. Em partes eu entendo, como já disse previamente, a necessidade das pessoas fazem algo ser o que não é. O sentimento de necessidade de se ter um relacionamento, de estar com alguém, de viver com alguém faz as pessoas não darem ouvidos a razão e é por isso que elas sofrem gratuitamente no fim.

Sinto pena dessas pessoas e sofro com elas, gostaria de conseguir expressar e fazê-las entender o meu ponto de vista de forma sublime para que essas dores gratuitas se amenizem, mas sei que é impossível, pois os sentimentos extrapolam um simples sentimento, é um estado de espírito.

Quem termina, tem suas razões pra isso, quem teve o coração partido não consegue entender. Pessoas terminam relacionamentos e tanto um quanto o outro partem para outra como se fosse uma simples troca de roupa e é aí onde está o erro homérico do ser humano: acreditar que relacionamentos vivem em um guarda-roupa o qual você pode escolher e vestir qual queira ou não a qualquer instante. Um casaco foi perdido? Não tem problema, pegamos outro. Um relacionamento acabou, não tem problema, começamos outro. E assim vamos acumulando farsas, cobrindo a dor do fim com a empolgação de um novo começo, esquecendo o passado com um futuro futuro. Um efeito dominó, uma bola de neve a qual, no fim, em proporções gigantescas você não consegue mais dominar e a única opção que resta é continuar nesse ciclo contínuo de frustrações e prazeres constantes para não encarar a realidade como se deve e não se dar o tempo de se reestruturar de um abalo.

E a velha e constante necessidade de ser e estar com algo ou alguém nos faz nunca nos curarmos da catarata sentimental constante em nossas vidas.

segunda-feira, março 19, 2007

On The Radio

This is how it works: you're young until you're not, you love until you don't, you try until you can't, you laugh until you cry, you cry until you laugh... and everyone must breathe until their dying breath!

Regina Spektor

sexta-feira, março 16, 2007

UM desejo

Por que eu tenho que ser eu mesmo?

Eu me pergunto sempre isso e gostaria de saber se você também faz essa vã e tão introspectiva pergunta.

Por que eu não posso ser ele, ou ela? Sim, aqueles que sempre invejamos de certa forma... Por que eu não posso ser lindo como ele e ter os privilégios que ele consegue com isso mesmo sendo burro igual uma porta ou porque eu não posso ser loira e gostosa como ela mesmo sendo uma patricinha mimada e saber disfrutar do delicioso corpo que D(d)eus me deu?

Porque eu não posso ser aquele feio feliz e débil que só usa o espelho pra saber se tem cárie nos dentes ou aquela gorda que ninguém nunca beijaria mas adoraria ser amigo dela porque ela é feliz e engraçada?

Nós nunca nos contentamos conoscos mesmos, sim... conoscos mesmo! E por que isso? Talvez porque as pessoas que estejam a nossa volta nos façam nos sentir assim, talvez porque as pessoas a nossa volta também se questionam sobre essas mesmas coisa que nós (ou eu) particularmente nos questionamos.

Hoje fiquei me questionando sobre minha parte nesse mundo.

Fui em uma festa onde esbarrei em uma "querida" e quando ela olhou na minha cara ela simplesmente disse: tá tudo errado!

Sim, está tudo errado! Eu estou bêbado e exagerei em uma brincadeira a qual eu apenas queria ser querido e a pessoa que eu mal chamo de amiga não gostou nenhum pouco. Esse é o problema de você querer ser o que você não é, nunca foi, ou simplesmente esqueceu de como seja.

Sim, vamos dançar funk, vamos rebolar, vamos gritar e cantar no meio de vário garanhões no meio de uma festa da veterinária e fingir que não somos o que aparentamos ser. Vamos achar gostosa a garota do lado, vamos ter inveja do gostoso que está na frente, vamos querer ter a felicidade do gordo DJ, vamos simplesmente não sermos nós mesmos por segundos que seja, como sempre fazemos.

Não vamos sermos nós, vamos sermos os outros!

quinta-feira, março 15, 2007

Futilidades fúteis e inúteis

Meu nome de duende é Wee Potfiller. Sou um pôr-do-sol muito cético e que sabe guardar segredos. Sou muito justo, mas nos últimos dias me encontro 66% estressado. Costumava me chamar Jason David Harris no período colonial norte-americano. Quando me mudei para Londres, era conhecido como Jan Tate pelos europeus. Apesar de tudo tenho emoções muito estáveis e tenho maior consciência pelas coisas do que algumas pessoas. Independente e centrado e o meu banheiro ideal com certeza distorce completamente a bagunça que é minha vida. Minha inveja atinge só 30% de sua capacidade total e sou bastante artístico, podendo ser um ótimo roteirista de cinema. Sou como o donut Powered Devil's Food, ou seja, um doce de pessoa por fora, mas por dentro eu sou sarcástico e muito complexo e testo os limites da indulgência humana. Pois é, minha personalidade é um pouco rara e é por isso que dizem que posso me identificar com cidades como San Diego, Austin, Honolulu, Los Angeles ou Atlanta.

Se vc quiser saber como você é em tudo isso, é só ir
AQUI!

quarta-feira, março 14, 2007

Forminha

Você já chegou a ter a impressão de que todas as pessoas, ou a maioria, que você conheceu durante sua vida na tentativa de um relacionamento sério e duradouro, pareciam iguais?

Eu já!

E isso é absolutamente incrível! Não importa como a conheça, a forma, o jeito, quem apresente, é inevitável: o deja vu sempre vai existir. É engraçado pois sempre que conheço alguém diferente sempre me ligo na pessoa pelo QUE diferente que ela apresenta ter de todas as pessoas anteriores, mas com o tempo as similaridades começam a surgir, os mesmos problemas começam a aparecer, as mesmas dificuldades de comunicação resolvem tomar conta. Enfim, a impressão que tenho é que sempre escolho pessoas da mesma fábrica, mas de lotes diferentes.

Mas eu sou diferente!

Não, não é! Você simplesmente se acha diferente, igual e identicamente todas as outras pessoas que já passaram por aqui. Eu não sei se sou eu que sou muito detalhista ou se as coisas realmente acontecem dessa forma, mas tudo isso é muito estranho na minha cabeça. Eu não consigo acreditar que em um mundo com 6 bilhões de habitantes eu acabe topando sempre com a mesma personalidade. Talvez seja por isso que as celebridades são também chamadas de personalidades, porque você sempre acaba encontrando a mesma em qualquer lugar!

terça-feira, março 13, 2007

Eu quero ser...

... BURRO!!! QUERO SER BURRO, BURRO E BURRO! MUITO BURRO!
QUERO SER BURRO E TRABALHAR DE CAIXA DE SUPERMERCADO AQUI NO INTERIOR E ACHAR QUE VIVER ASSIM É A COISA MAIS FELIZ DO MUNDO!
JESUS!

terça-feira, março 06, 2007

O português é lindo!

Hoje descobri que ARRISQUECE vem do verbo ARRISCAR... e nós sempre ARRISQUECEMOS este detalhe!!!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

20 motivos para NÃO namorar alguém mais jovem!

O site TERRA publicou nessa semana uma matéria dando 20 razões para namorar uma pessoa mais jovem e, conseqüentemente, inexperiente. Sabemos que existem muitas pessoas mais jovens e bastante experientes, mas, japonesa, abra seu olho! Estamos falando dos inexperientes aqui, da mesma forma que a matéria também indiretamente se refere. Embora ela tenha sido publicada na seção Mulher, pode ser muito bem adaptada para ambos os sexos. Pela minha própria experiência de vida eu respondo a esta publicação com 20 razões para NÃO namorar alguém mais jovem.

01) O sexo será nota 10
Professor pra mim vive na escola e não existe nada melhor que a experiência. Realmente é um saco você sair com alguém mais novo e inexperiente, o que ocorre na maioria dos casos.

02) Ilusões intactas
Vivamos a realidade. Uma pessoa mais jovem e inexperiente em um relacionamento costuma ser ingênua e acreditar em tolices enquanto a vida fora de sua cabeça começa a mostrar o contrário do que sua ingenuidade acreditava, aí as decepções vão começam a aparecer uma atrás da outra e o resultado vai ser muito pior do que aquela pessoa de 30 anos e desquitada que você havia conhecido 2 meses antes.

03) Sem responsabilidades econômicas
Uma pessoa mais jovem pode, sim, não ter dinheiro para pagar as suas próprias contas e estar com você por puro interesse.

04) Vida social e energia para divertir-se
Existe muita gente aí com essa disposição e sem a necessidade de ser tão jovem, veja Dercy Gonçalves! Aliás, não existe nada melhor que você encontrar alguém que se encaixe no seu ritmo de vida e não uma pessoa que tenha um ritmo de vida ao qual você tenha que se adaptar.

05) Terá mais vontade de cuidar-se
E desde quando você precisa de uma pessoa mais jovem na sua vida pra ter essa disposição. Acorde! Vivemos no século XXI, o verbo "malhar" é um dos quesitos básicos necessários na hora de conhecer alguém. Faz bem pra saúde, faz bem pro ego e abre portas pra você conhecer pessoas muito legais na academia e com idades mais próximas a sua.

06) Novas amizades
Não existe nada mais chato do que se sentir o tio na roda da moçada e ser obrigado a ouvir aquelas piadinhas sem-graça dos amigos de seu amor. Pior que isso é se transformar no sem-graça quando dão a deixa para você soltar aquela tirada que apenas os seus amigos com idades próximas e experiências equivalentes às suas entenderiam.

07) Estará por dentro de tudo
Você vive no mundo da Lua? Hoje em dia a informação é tão fácil. Revista, jornal, TV, internet. E tudo isso você consegue por menos de R$5,00 por semana e até mesmo gratuitamente se você for uma pessoa bastante esperta. Não é necessário uma pessoa mais jovem pra isso, até porque os jovens da atualidade costumam ser caretas e dificilmente ligam pras mesmas coisas modernas que você. Os jovens de hoje só curtem funk carioca, Green Day e outras bandas wannabe-punk.

08) Poderá ter seus próprios filhos
O que? Desde quando uma pessoa quer um filho aos 20 ou 25 anos de idade? 95% das pessoas que têm filhos nessa faixa etária tiveram simplesmente por acidente de percurso. Se inspire nos 48 anos de Madonna, o mundo está tão cheio de crianças por aí, adote uma e seja feliz.

09) Mais carinhoso e espontâneo
Acho que tudo tem limite. Existem pessoas que gostam de mimar e existem pessoas que gostam de ser mimadas e não existe nada melhor do que você encontrar uma pessoa que saiba dosar essas duas coisas, e uma pessoa mais jovem, nesse caso, não é a melhor opção.

10) Você será admirada pela experiência e conhecimentos
Eu já disse, professor vive na escola. Não existe nada melhor do que você ser admirado em um relacionamento por aquilo que você é e significou e não por ter sido um mentor na relação.

11) Ele se sentirá "iluminado"
Chega, né? Você não é troféu e luz de ninguém.

12) Ele não se importa com a idade
Sim, geralmente somos nós mesmos que nos preocupamos com a idade, e é por isso que estamos certos na maior parte do tempo, a experiência nos dignifica.

13) Poderá amadurecer a seu lado
Essa história de "não existe nada melhor que moldar a pessoa mais jovem" é pura balela. Cada pessoa tem seu tempo para aprender determinadas coisas, aprender com antecedência ou com atraso é frustrante e confuso sempre.

14) Você dá a estabilidade que ele precisa
Com certeza o fato de termos um direcionamento na vida faz uma pessoa mais jovem se sentir estável ao nosso lado, mas o problema é que a pessoa mais jovem geralmente sempre é a instável da situação.

15) Com você não passa aperto
Cada pessoa sabe onde seu calo aperta. Se uma pessoa é presa e sufocada em um relacionamento, é porque ela deixa que seja assim. A liberdade é necessária e deve ser conquistada em todo e qualquer tipo de relação.

16) Mais adaptáveis
Muito pelo contrário, as pessoas mais velhas e experientes não possuem manias e as manias são apenas atalhos para respostas mais fáceis, uma sacada que as pessoas mais jovens ainda não têm.

17) Colaboram mais em casa
Toda pessoa que é solteira e vive sozinha e conhece uma pessoa igualmente solteira e que vive sozinha, não precisa se preocupar com colaborações em casa. A vida moderna mostra a necessidade de cada um fazer a sua parte hoje em dia e jovem não é mais descolado por isso, pelo contrário, acostumados com domésticas em casa desde a infância, duvido que prefiram lavar seu copo do que simplesmente deixar em cima da pia.

18) Ficará encantado com sua segurança
A segurança de uma pessoa madura desperta a paixão dos mais jovens da mesma forma que os joguinhos dos mais jovens despertam a paixão entre eles mesmos. A segurança é algo que se conquista com o passar do tempo.

19) Sexo improvisado
Qualquer pessoa com os hormônios à flor da pele fazem sexo em qualquer lugar e de qualquer jeito.

20) Pode ser ele mesmo
Muito pelo contrário. O ego de uma pessoa mais jovem gosta de ser respeitado na frente de uma pessoa mais velha, fazendo-o representar papéis e até mesmo demonstrar uma pessoa que ele não seja.

OBS: Uma pessoa mais jovem só passa a ser interessante para um relacionamento se ela tiver basicamente o mesmo ritmo de vida que você, assim ela vai entender perfeitamente quais são suas necessidades e vontades. Encontrar um jovem legal não é utópico, mas não é tão ideal quanto aparenta.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Adoro quando o mundo me pega de calças curtas!

É tão bom quando reencontramos um amigo que, mesmo sendo alguém que você conhece há anos, você pouco tem contato e descobre, assim, de surpresa, que ele gosta e se empolga com algumas coisas que você não simplesmente gosta, mas adora e também se empolga como uma criança!

Pergunta: quem no mundo, em pura madrugada-de-quinta-feira-com-absolutamente-nada-pra-se-fazer, não só tem um Playstation 2 em casa como comprou o DVD e ainda te convida pra assistir Silent Hill sem lembrar que você adora video-game e sem nem sequer imaginar que você estava doente e alucinado pra ver esse filme?!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Podridão!

O rato aparentemente morreu porque o quarto onde ele está preso está com um leve cheiro de podridão no ar.

Este cheiro de coisa podre me obriga a relembrar de determinadas coisas da minha vida.

Determinadas podreiras do passado ainda me perseguem, será que, assim como elas, vai ser difícil me livrar deste podre que vive dentro da minha própria casa?

Poucas palavras.

Eu sou um homem de poucas palavras... pra dizer a verdade, muitas poucas palavras.

Até hoje não sei se isso é um defeito, um grande defeito, uma certa virtude ou um estado patológico. Eu sei que, por causa disso, para os meus amigos eu sou uma pessoa aguada e de pouca importância, para meus relacionamentos eu sou uma pessoa desinteressante, para meus pais eu sou um ermitão e para meus colegas de sala sou um estranho que sempre senta no fundo.

Eu falo pouco por diversas razões (e aqui entram os dois pontos novamente):

1º) Não tenho aquela habilidade que as pessoas articuladas têm de falar, falar e falar...
2º) Sou muito pouco expressivo porque não é de tudo que eu acho engraçado e raramente as coisas me surpreendem ou me espantam. Adoro piada infame, mas não suporto piada sem graça (principalmente quando vem de pessoas sem graça, como eu, por exemplo). Adoro suspense, mas não suporto enrolação. Muitas vezes minhas expressões surgem por obrigação, para ninguém também achar que sou o cúmulo da apatia e da falta de atenção.
3º) Por mais que eu me atualize, quase nunca lembro de assunto interessante e sempre acabo voltando nos mesmos assuntos de sempre: cinema, música, TV, seriados, faculdade, inutilidades ou coisas-que-ninguém-precisa-saber em geral, enfim, coisas que não exijam muito da minha capacidade psicomotora.
4º) Eu prefiro ouvir do que falar, pra dizer a verdade, tenho preguiça de falar porque eu sei que pouca gente vai ouvir, dar atenção ou me entender da maneira que eu gostaria.
5º) Embora pouca gente ou ninguém saiba, eu sou dislexo, o que dificulta muito a verbalização de uma linha de raciocínio que eu possa estar tendo, por isso que prefiro a escrita.
6º) Perco o foco do assunto muito fácil até mesmo com um peido. É comum e freqüente eu esquecer o que eu ia falar exatamente no momento que... nossa, do que estou falando mesmo?
7º) Tenho em mente que discussões sempre vão a lugar algum, até porque só conheço gente que ou concorda com tudo porque é mais fácil ter uma personalidade limitada, ou que são inflexíveis mesmo quando estão erradas, ou que não discutem nada simplesmente porque acham mais fácil assim.
8º) Sou às vezes difícil de ser compreendido porque nunca acho as palavras certas para serem usadas nas horas certas.

Mesmo assim tenho minhas virtudes nisso. Sei guardar um segredo quando ele deve ser guardado e gosto de omitir determinadas coisas que eu fique sabendo em primeira mão por educação ou justamente para a novidade não perder a graça na hora que ela for se tornar pública. Odeio leva-e-trás e telefones-sem-fio, muito embora faça bastante isso mais por obrigação à retaliação do que por pura e espontânea vontade.

Analisando bem esta situação precária, chego finalmente à conclusão de que, realmente, não vale muito a pena falar nos dias de hoje.

Respostas evasivas, obrigado por existirem e fazerem parte constante da minha vida.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Ratos: eu tenho medo!

Lembram quando a Regina "Helena" Duarte fez as propagandas eleitorais contra o PT nas eleições de '98 ou '02? Ela aparecia em frente a câmera, fazia cara poodle espantado e dizia com aquela voz de vovó-50-anos-fumante: EU TENHO MEDO!

Pois, então, agora sou eu quem diz com cara de poodle espantado e voz de quem gritou a noite inteira: RATOS, EU TENHO MEDO!

Isso sempre acontece comigo. Eu odeio insetos, e todos os insetos vêm pra cima de mim. Eu odeio ratos, e todos os ratos que aparecem vêm direto pro meu quarto.

Há dois dias atrás um novo ratinho resolveu aparecer no meu quarto. Eu na realidade não tenho medo, eu tenho nojo, prq são ratos de bueiro, que vivem na merda, trazem doenças e insistem em me apavorar. O meu medo é da forma como eles aparecem: de repente! Eu odeio quando puxo um sofá pra ver se ele está por debaixo e, mesmo eu esperando que isso aconteça, eles passam correndo do lado do meu pé. Ou pior ainda, quando você ergue alguma coisa e só vê aquele rabinho nojento e pelado entrando pra debaixo de algum outro lugar.

No domingo foi exatamente assim. Primeiro tive a impressão que algo diferente estava próximo ao meu pé enquanto estava no computador, mas nem dei atenção. Logo em seguida ouvi um barulho, olhei para o lado e um rabinho entrou por trás da minha cômoda. Na dúvida entre um rabo e a antena de uma barata, peguei o inseticida e soltei por todo o lado e quando olhei para a porta, lá estava o rabinho, correndo para o cômodo ao lado. Tranquei ele lá dentro e lá ele está até então.

Não tenho coragem de entrar, até colei um aviso na porta escrito: Cuidado! Tem rato aqui dentro!!! com muita exclamação, exatamente assim, justamente pra eu me espantar todas as vezes que eu me esquecer e querer entrar pra usar o espelho tamanho família.

Mas alguma coisa eu tinha que fazer. Como que um homem barbado de 25 anos nas costas tem medo de um porcaria de um rato? Sem o sangue frio do meu pai por perto para matar esse rato por mim, hoje, plena terça-feira de carnaval, acordei decidido a exterminar esse rato.

Fechei todas as portas, peguei a vassoura, e fui, fui até a área e a pendurei na parede. Capaz que eu iria insistir na idéia de entrar e tentar matar o asqueroso animal com uma vassoura. Aquela vassoura já estava me pressionando psicológicamente. Toda vez que eu olhava pra ela, ela me dizia: Você tem um rato para matar! Você tem um rato para matar! Com o grito que eu dei na primeira vez que o vi, com certeza eu iria conseguir matá-lo. Voltei pra cama, mas como se não bastasse, junto a isso tinha o bicho arranhando a porta do outro lado.

Cansei!

Levantei de novo, peguei a chave do carro e fiz o caminho mais fácil para o supermercado, fui direto na seção de produtos químicos e vi lá, três opções de raticidas.

No verso do primeiro dizia: a morte ocorrerá em um período de 5 a 7 dias.
Pensei: não, muito tempo, quero que morra agora!

No verso do segundo, dizia: a morte ocorrerá em um período de 5 a 7 dias.
Pensei: não pode ser, quero que morra agora!

No verso do terceiro, dizia: deve-se fazer a inspeção após um período de 5 a 7 dias.
Pensei: óbviamente é pra saber se o maldito ainda vive! CARAMBA, QUERO QUE MORRA AGORA!

Todas as 3 opções vinham com 2 iscas, ou seja, pacotinhos com o veneno dentro. Todas também diziam em negrito para não abrir a isca, talvez para evitar contaminação toxica e também para instigar a natureza de destruição desses bichos pela última vez de suas infames vidas. Como eu queria que morresse agora, eu não iria dar trabalho para o pobre rato de forma alguma. Abri as iscas e deixei o delicioso prato ao lado da porta, bem presídio mesmo. Já havia 3 dias que ele estava preso naquele quarto, deveria estar morrendo de fome. Só não coloquei água também para não atrapalhar a concentração do veneno no estômago desse infeliz.

Daqui 5 ou 7 dias volto a dizer se o veneno Colosso, funcinou.

sábado, fevereiro 17, 2007

A pergunta é simples:

Quantas vezes você já perdoou alguém?

Eu pergunto isso pois sou uma pessoa que perdoa muito, que prefere relevar simplesmente por achar esse o caminho mais fácil sempre, por preferir fazer isso a dizer as verdades que sempre ensaio dizer, mas não digo porque na hora vejo que isso não faria a menor diferença, nem ao menos para desabafar, já que tenho outras alternativas para fazer isso, como escrever aqui, por exemplo.

Dar perdões realmente pode significar uma segunda chance, uma terceira, uma quarta... infinitas chances. Significa também dar aberturas para os mesmos erros voltarem a ser cometidos e até mesmo jogar em um precipício seus próprios ideais, seus princípios que podem não ser éticos, mas que fazem de você um ser humano que pensa e raciocina sobre as condições humanas.

Sou uma pessoa que muito perdôo, e sofro com isso, pois é isso que as pessoas sempre esperam de mim quando cometem algum erro e é isso que sempre ofereço às pessoas que cometem erros, por menos disposto que eu possa estar a respeito disso. Errar é humano, perdoar é divino. Errar duas vezes é burrice, perdoar duas vezes é ser cristão. Errar três vezes é ser inconseqüente, perdoar três vezes é masoquismo.

Shame on you if you fool me once, shame on me if you fool me twice. Ou seja, vergonhoso a você me enganar uma vez, vergonhoso a mim se me enganar duas. O perdão é bem isso, é vergonhoso para quem pede uma vez, vergonhoso pra quem aceita duas vezes.

Considerando que o mundo é uma vergonha, perdoar realmente ainda pode ser divino independente do quando o contador gire.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Se minha vida fosse um seriado...

... eu seria uma mistura de Ally McBeal e suas imaginações surreais com a concreta sensatez de Miranda de Sex And The City regado, óbviamente, pelas narrativas de Carrie Bradshaw. Eu seria azarado como Susan de Desperate Housewives, teria a vergonha que falta em Valerie Cherish e seu The Comeback, a dedicação e o ambiente de trabalho de ER somados ao triângulo amoroso de Grey's Anatomy com o humor negro de Scrubs. De Who Wants To Be A Superhero eu teria os donuts do poder de Fat Momma, as amizades e os amigos verdadeiros de Friends, teria uma vida conturbada como a de Liz Lemon em 30 Rock, a falta de perspectiva de Marin Frist em Men In Trees, o trabalho de Sidney Bristow em Alias e de Six Feet Under eu escolheria o fim.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Aniversário!

Sábado fui em um aniversário de uma velha amiga, dos tempos da minha segunda faculdade. Fiz questão de ir pois sabia que iria poder rever algumas pessoas que há muito não via e que foram extremamente importantes na minha vida, pessoas as quais sinto muito falta hoje em dia.

É engraçado como as coisas são e como as coisas costumam ficar confome o tempo passa. Ao mesmo tempo que sabemos quem somos e quem são as outras pessoas, sempre existe aquele tempo necessário para se relembrar e se acostumar com o jeito de cada um. Da mesma forma que mesmo notando que muitos tiveram mudanças consideráveis no decorrer desse tempo, aquelas marcas registradas nas atitudes, no jeito de ser e de falar, ainda continuam os mesmos. Mas o mais interessante de tudo é: não importa quanto tempo passe, a amizade e o companheirismo é o mesmo de como se fosse ontem.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Enquanto uns sabem demais...

Enquanto alguns sabem demais sobre o zodíaco, outros sabem de menos. E, coincidentemente, aproveitando o tema do meu post anterior, hoje de manhã na biblioteca da faculdade pude presenciar o seguinte diálogo:

-Ai, que signo você é?
-Sou aquele unicórnio, lá!
-Hmmm, que legal!!!

Simples assim!

Eu sou sagitariano e adoro saber que no zodíaco eu sou aquele garanhão que carrega o arco e flecha, mas acho absurdamente deselegante quando as pessoas pré-conceituam minha personalidade com um animal que nunca me fora apresentado, até mesmo quando elas acertam sobre algumas características que realmente existam entre eu e meu signo. Foi o que aconteceu neste final de semana quando diretamente me disseram e indiretamente me criticaram ao afirmarem que sagitarianos sempre acreditam estar certos.

Eu não acredito que estou sempre certo, mas acredito que estou errado na menor parte das vezes, e isso é consideravelmente muito diferente.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Desculpe, mensagem errada!

Eu sou especialista em enviar mensagem SMS erroneamente para as pessoas. É impressionante as calças-justas em que me enfio e nenhum momento mais apropriado para relembrar disso, ou revelar isso.

Várias vezes cheguei a enviar SMS não comprometedores para quem não tinha nada a ver com o assunto, assim como também já cheguei a enviar mensagens bastante comprometedoras para pessoas que não tinham nada a ver com o assunto, bem como já cheguei a enviar SMS absurdamente comprometedores para pessoas que não só tinham tudo a ver com o assunto como eram o assunto principal da mensagem mas que supostamente não deveriam saber disso.

Freud explica isso como "ato falho". O "ato falho" é um dos elementos que fazem parte do nosso sub-consciente sendo nesses momentos que ele se manifesta, nos fazendo tomar certas atitudes que gostaríamos de tomar, mas não tomamos seja pelo bom senso, pela vergonha ou pelo medo. "Foi sem querer" ou "foi mais forte que eu" são as desculpas que costumamos soltar após um ato falho, falhíssimo ou tão falho que desculpa alguma conserta. Quando o sub-consciente grita e o ato-falho se manifesta, ele não somente é capaz de deixar a pessoa surda como cega, burra, entorpecida pela inconseqüente atitude e incapaz de sumir, obrigando o delinqüente mental a sentir sua infame presença nesse mundo tão cruel.

Muitas vezes apertamos nossa boca ao dizer coisas que não queríamos dizer, mas no fundo sentimos o prazer do alívio de melhor ter acontecido isso do que nada. É contraditório, mas prazeroso quando nos momentos certos.

O "ato-falho" muitas vezes pode ser confundido com a "força do hábito", que é o que ocorre comigo no envio das mensagens SMS em 85% das vezes. Como em uma vez em que escrevi uma mensagem para um amigo mas acabei enviado justamente para a pessoa que menos deveria ter recebido essa mensagem justamente por, naquele tempo, ficar constantemente enviando mensagens para ela. Quando eu vi o celular catitamente me notificar "mensagem enviada para FULANO" imediatamente eu joguei o celular longe de desespero em não querer acreditar naquela imbecilidade que eu acabara de concluir. Eu fiquei sem base, fora de mim, sem chão... aliás, me joguei no chão, literalmente. Não parecia, simplesmente ERA uma tragédia grega. Sabe quando você é tomado por um desespero tal que você gostaria de morrer naquele momento para não saber das conseqüências que aquilo vai desencadear? Aquela euforia de sair correndo? Aquela necessidade de fazer algo mas não saber o quê? Aquela vontade de gritar o Hino Nacional mas se sentir incapaz por não lembrar se primeiro vem "Brasil, de um sonho intenso, um raio vívido" ou "Brasil, de amor eterno seja símbolo"? Aquela vontade de que o mundo parasse, voltasse, ou simplesmente acabasse? Enfim... aquela maldita sensação inexplicável de incapacidade, impotência!

No mesmo instante comecei a receber mensagens no MSN, o telefone em casa começou a tocar, o celular começou a tocar. Mensagens chegando, telefone tocando, celular tocando, o desespero batendo. Mensagem, telefone, celular, vou pra sala, volto pro quarto, telefone, celular, mensagem, tudo girando. Se eu atender vou ter q explicar, se e não atender vou estar assinando meu atestado de morte. Se eu atender o que vou dizer? Se eu não atender, o que eu vou explicar? O que fazer? O que ser? O que eu fiz?!

Eu me safei. Se a pessoa acreditou ou não no que eu contei, aí já não é uma história que cabe a mim contar, mas hoje, depois de anos, e na situação que me encontro por causa dela, acabo acreditando que aquela "força do hábito" foi o melhor "ato-falho" que eu poderia ter, porque a pessoa, com o tempo, nada mais demonstrou ser do que aquilo que eu havia previsto.

A verdade dói, mas nada dói mais do que o sofrimento a longo prazo.

domingo, fevereiro 04, 2007

Banheiro, banheiro, banheiro... - Parte I

-Preciso ir ao banheiro, quem vai comigo?

Loirinha levanta e junto vai a morena, sua amiga. Saem da mesa dando risadinhas contidas, desviando-se dos obstáculos do caminho: cadeira, mesas, pessoas, o gatinho que a loirinha paquera e o ex-namorado da morena que insiste em não tirar os olhos dela. Quando a porta do banheiro se fecha o mundo se transforma, é como se nada que existe do lado de fora existisse e o cocoricó começa. A loirinha entra na cabine e a morena dá com o nariz na porta da cabine ao lado que está ocupada, então entram as duas, uma segura a porta enquanto a outra ergue a saia e faz o seu xuá. É muito engraçado porque embora tenha 8 mulheres em um banheiro com apenas duas cabines, as conversas nunca se cruzam. Sim, 8 porque o número sempre tem que ser par. Uma mulher ímpar em um banheiro ou é solitária ou realmente está sobrando na parada e resolveu ir ao banheiro sem ser convidada. As conversas não se cruzam porque para elas isso é deselegante.

Loirinha levanta, abaixa a saia e troca de lugar com morena. A loira insiste em dizer que o cabelo não ficou legal e a morena, amiga, insiste em dizer que isso é coisa da cabeça dela. A loira acha que causou pro paquera na passarela da mesa para o "toilette" e a morena está em dúvidas, jurando que seu ex fez cara de "sinto sua falta". Loira ri, morena ri entristecida e as duas da cabine ao lado riem mais alto para, indiretamente, mostrarem que a piada delas foi tão ou mais engraçada.

Como se fosse mágica, as quatro saem das duas cabines para que as outras quatro da fila de espera possam entrar. Os pares praticamente nem trocam olhares entre si, até uma cutucar delicadamente o ombrinho da outra e dizer: nossa, não reconhece mais, não? E miss loira, fingindo de desentendida, faz cara de espanto e solta uma gargalhada de esquecida, avançando com um abraço bem falsinho no pescoço da outra, como a querer estrangular a coitada se pudesse.

Beijo, beijo. Loira e morena saem e param do lado de fora, onde está o espelho e a pia, atrás vêm as outras duas que estavam na cabine ao lado. Loira insiste no cabelo, morena arruma o brinco torto e as duas atrás procurando um lugar ao sol do mundo espelhado, uma arrumando o babadinho da blusinha nova de gola caída e a outra tirando o rímel borrado do cantinho do olho direito, esticando o pescoço, fazendo força pra enxergar. Logo atrás saem mais duas, uma fica enroscada na porta por falta de espaço e a outra entupida naquele banheirinho cheirando a calcinha amassada, desesperada pra sair e atacar de biscate na balada. Um empura-empurra descontrolado, uma massa de cabelos e peitos se amassando. Quem é a morena, quem é loira, quem é a oxigenada e quem é a tingida? Não se sabe mais. A que ficou pra trás finalmente consegue sair, se espremendo na parede, sendo obrigada a sentir o perfume barado da duplinha que alugou o resto do espelho que sobrava. A garotinha do seu lado, quase sendo jogada pro ralo da pia, corre pra retocar o batom que falta, não importa se ficar torto, depois a amiga dá uma olhada.

Amassa o cabelo aqui, puxa o cabelo ali, loira e morena voltam para a mesa. Que alívio, mais espaço pro espelho. Cansadas de fazer caras e bocas e sabendo que não tem muito conserto para a situação naquela altura do campeonato, das quatro que sobram saem mais duas. Seleção natural, as mais insistentes prevalecem. É a lei da sobrevivência.

Saem as duas últimas e mais seis resolvem entrar.

É o trânsito. É a vida do banheiro.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Mentiras... mentirinhas... enfim...

Todo mundo já contou uma mentira. Aproveitando a moda da mão gigante: levante a mão quem nunca contou!

Mentiras são sempre bem-vindas em determinadas ocasiões, ridículas quando não têm razões e um tiro pela culatra quando subestimada ou que subestimem a inteligência alheia.

Quando criança eu era um mentiroso de língua cheia, um verdadeiro linguarudo nato. Não apenas mentiroso como um grande inventor de histórias. Estava chegando a um ponto de estar pendurado em um precipício gritando socorro e ninguém acudir por achar que eu estava inventando mais uma graça.

Eu só fui parar de mentir e inventar histórias quando meus pais passaram a não acreditar mais nas coisas que eu dizia. Na escola sempre fui muito injustiçado e isso não é mentira. Por isso, toda vez que precisava me justificar, ninguém acreditava e eu sentava no copinho duas vezes, uma por ter entrado de gaiato nas histórias dos outros e outra por não ter sido levado a sério. A partir de então, nunca mais menti sobre nada e cresci o resto que eu precisava crescer acreditando que ser correto com todos e falar a verdade sempre seria um diferencial que me diferenciasse das diferenças deste mundo tão diferente.

Mesmo depois desse esforço absurdo em aprender a ser correto, ainda carrego seqüelas dessa época como os beliscões, os puxões de orelha ou os puxões das minhas costeletas que minha mãe costumava dar (porque, dizia ela, puxar as costeletas dóem mais do que o cabelo). Meus pais ainda pouco acreditam no que eu falo, o mesmo eu digo sobre outras pessoas que me conhecem. O mais engraçado é que as pessoas acreditam nas mentiras dos outros mas não acreditam nas verdades que eu falo, isso é bastante interessante.

Mas uma mentirinha vez ou outra é indispensável, principalmente quando necessitamos dela para manter o nosso couro no corpo ou quando não queremos ver os olhos de alguém se marejarem em lágrimas como um gato abandonado.

Eu raramente preciso contar uma mentirinha pra manter minha pele viva, mas constantemente evito ser o exú no meio de tantas perguntas que imploram por um tapa na cara. Mas, convenhamos, se analisarmos profundamente, as pessoas imploram por mentiras, seja sua amiga em querer saber se ela está bonita usando blusa de bolinhas e calça xadrez, seja pela sua namorada que insiste em saber se você a ama, seja por seu chefe em querer saber se foi sensato em mandar embora um subalterno por ter discordado de uma idéia bem idiota.

Pois, então... viva Pinóquio!

sábado, janeiro 20, 2007

Meu cabelo duro é assim!

Bom, para quem está lendo esse blog agora, com certeza ainda não sabe do perrengue que sempre passo nas mãos de cabeleireiros ardentes pela vontade de destruição.

Eu vago, sabe, vago entre um cabeleireiro e outro até no dia em que eu encontrar a minha tesoura gêmea, mas assim como o amor, é difícil. Um dia encontrarei!

Enfim, hoje resolvi ter um "dia de madame" resolvendo ir no cabeleireiro mais freqüentado e caro da cidade pra ver se ele tinha alguma solução para o meu problema pois cansei de ser deselegante.

Eu tenho que admitir que cabeleireiros de verdade me adoram (para não dizer que me amam), porque eu sempre apareço em uma situação tão lamentável e dou uma liberdade tão grande para eles fazerem o que eles quiserem (porque sou amplamente aberto a experiências) que eu acabo me transformando em um oásis no meio de um deserto de madames frescas. Mas, pela minha experiência, descobri que é exatamente esse o problema. Os cabeleireiros se empolgam tanto com a idéia de poderem fazer o que quiserem com aquela cabeleira toda que eles se atropelam nos próprios dedos e o resultado é sempre aquém da capacidade deles. Tudo bem, eu não os culpo.

Lamentável do jeito que eu estava, ainda haviam pessoas capazes de tecer o comentário: Nossa, mas você realmente não aparenta ter a idade que tem! Eu daria muito menos pra você.

E hoje, depois que todo aquele peso se foi, o cabeleireiro disse: Nossa, você rejuveneceu uns 10 anos agora.

Ou seja: muito menos do que aparenta ter + (-)10 anos = MUITO MENOS DO QUE APARENTA TER².

Então Peter Pan que me desculpe... saibam que agora tenho 8 anos de idade e estou enchendo a cara de refrigerante porque o atendente da conveniência ao lado se negou a me vender cervejas por não estar com minha identidade em mãos.

Que incrível essa modernidade.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

"Ele é complicado!"

É engraçado quando ouço alguém se referindo assim de mim, como se eu fosse o problema e a pessoa a solução.

Eu conto nos dedos as pessoas que chegaram a me confessar terem tomado atitudes erradas em determinadas situações do passado e eu confesso que eu admiro (e muito) pessoas que admitem seus erros justamente pelo fato disso não ser algo comum. Admitir um erro, para mim, é um pedido implícito de perdão que deve ser aceito, salvo situações extremas.

Mas estou chegando à conclusão que quando isolamos alguém de nossa vida, isso não é à toa, e essa mania de vivermos perdoando os erros dos outros só nos levam pro inferno.

Sou uma pessoa bastante descomplicada, consigo levar determinadas situações sem problemas e sei pesar bastante os prós e contras antes de tomar uma atitude drástica. Não costumo dar ouvidos para comentários alheios e pouco ligo para o que os outros pensam, vivo minha vida como ela deve ser vivida, independente dos resultados. Faço o que deve ser feito sempre, deixo de fazer as coisas que devem ser deixadas para trás, evito o que deve ser evitado para bens maiores e não gosto de tomar atitudes que prejudiquem outras pessoas além de mim. Isso tudo parece complicado, mas é um verdadeiro manual da descomplicação.

Embora fofoque (porque fofocar faz parte da vida em sociedade), não gosto de fofocas que, no fim do telefone sem fio, se transformam em "Histórias Que Os Outros Fizeram de Mim" e para evitar complicações, costumo ser o fim de uma história, justamente para não ter continuações.

Eu não sou uma pessoa perfeita, sou cheio de defeitos, muitos defeitos, mas tenho duas qualidades que se sobrepõem bastante sobre qualquer defeito que eu possa ter:, meu bom senso e minha integridade comigo e com os outros. A impressão que tenho é que nesses últimos meses eu descobri que apenas eu tenho essa bagagem.

Essa mania das pessoas de justificarem seus erros nos outros é um fato que não consigo entender. Por que é tão difícil para as pessoas admitirem erros, pedirem desculpas? Por que essa mania em achar que nós somos complicados, quando, na realidade, os complicados são os outros?

Pessoas falam mal uma das outras, pessoas criticam umas as outras, e no fim, todos estão na mesma mesa do bar dividindo a mesma bebida.

Isso eu não faço, sinto muito.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Que bagunça...

Me diga, quais são seus planos para 2007?

É, pode parecer um pouco tarde para se fazer essa pergunta, já que, por lei, costumamos fazê-la antes do ano começar, e não depois que ele já começou. Tudo bem, eu sei que depende, mas nos meus 25 anos de vida (tirando alguns primeiros os quais é difícil lembrar) sempre ouço essa pergunta antes do ano virar.

No ano passado eu tinha vários planos para esse ano, complexo, não? Já que normalmente também são coisas que não costumamos fazer em um ano corrente, muito menos quando ele está longe de chegar ao fim. Mas eu sou assim, sou uma pessoa que costumo pensar bem a frente de meu tempo, uma pessoa um tanto quanto, digamos, avançadinha.

Para 2007 eu planejava dar continuidade a muita coisa que havia começado em 2006, ou havia dado alguma continuidade em 2006 e que provavelmente continuaria dando a maldita continuidade em 2007. Por forças maiores do destino, muita coisa em 2007 mudou, e para pior. Aliás, o pejorativo faz parte constante do meu vocabulário pela simples razão de eu ser uma pessoa bastante descrente sobre as forças que regem, não digo descrente, mas realista, já que a realidade e a descrença sejam duas coisas que andam bastante coladinhas para o meu gosto. A crença, em meu ponto de vista, é o oposto da realidade e a realidade, uma fiel parceira da descrença, e com a falta de uma e o excesso da outra criamos uma massa incrédula e amarga, profundo isso.

Sempre tem aquele Joãozinho que vai contestar e dizer que o oposto da realidade não é a descrença e, sim, aquilo que não é real. Ok, querido, então siga meu raciocínio passo a passo, começando pelo final de 2006, dezembro, para deixá-lo mais situado da situação: meu aniversário é um fato, mas ele não existe, comemorar aniversários é uma cultura, logo, não deixa de ser uma crença; Papai Noel também é um fato e, embora seja escrito com letras maiúsculas, ele não existe, pois é uma crença; os duendes do Papai Noel que o ajuda a embrulhar e a separar os lindos pesentinhos, não são fatos e, embora por enquanto apenas algumas pessoas afirmem xuxamente terem visto alguns, eu, até o presente momento, afirmo que eles não existem; reveillon, é outro fato cultural, e não existe. Não existe porque não existe, oras! Você não pega meu aniversário nas mãos, você não aperta as crendices bochechas gordas do Papai Noel, você não diz que viu duendes (salvo raras excessões) e você não abraça o reveillon e diz FELIZ ANO NOVO. Como a única regra real é a de que toda regra existe excessão, obviamente que ela não iria falhar neste momento, existindo crenças que são reais, como o Chacrinha, Xuxa, Gretchen e minha amiga Naiana.

Agora que consegui me fazer ser entendido, posso continuar com minhas divagações, pois é absurdamente deselegante deixar as pessoas às moscas ao não concluir uma idéia.

Eu sou uma pessoa que tenho um sério problema com continuidades. Eu perco facilmente a paciência quando me sinto saturado e não me importo em desistir do que faço ou me acontece para começar algo diferente e que valha a pena. Insistir em erros pra mim é uma bobagem, uma tolice que não faz sentido. Talvez essa seja uma das razões de eu adorar escrever coisas pequenas e diferentes para poucas pessoas, pois não tenho paciência em ficar horas escrevendo coisas que, no final das contas, resultem em uma única história.

2006 pra mim foi o ano da minha vida, pois ele foi bastante interrompido, exatamente como eu sou. Analisando isso eu entendo como achei um ano chato, pois desistir das coisas nesse ano estava virando rotina e eu não estava nenhum pouco a fim de desistir de desistir, isso acabaria com minha razão de viver. Por isso resolvi pensar diferente, não vi a desistência como ela é, mas sim como um recomeço, pois nós nada mais fazemos do que recomeçar quando desistimos.

Recomeçando descobri que as coisas podem sempre ser recomeçadas de formas diferentes e isso começou a torturar minha psique, já que o prazer pelo recomeço me deixava afoito pelo fim, para ver o fim eu tinha que terminar e para terminar eu não podia desistir. Foi então que descobri que, entre o recomeço e o fim, eu tenho uma barriga a qual podia usar e foi com ela que empurrei as coisas, já que com as mãos eu não podia pois estavam atadas pela complicação em que me meti.

Nisso deixei a vida correr como deveria, no seu natural curso. Deixei as ondas me levarem. Tropecei, escorreguei, bati o nariz, torci meu pé, adquiri uma tendinite horrível nos meus extensores do hálux do pé, mas em momento algum eu caí ou me deixei ser derrubado. Este sim, é o único fim que não pretendo ter tão cedo em minha vida, a qual é a única coisa de que não desisto, pois se um dia for para eu cair, que já seja para ser enterrado, esta é uma crença real. Até eu tenho minhas excessões e são com elas que decidi viver em 2007.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Até onde vai a cultura do corpo do século XXI?

A cultura do corpo (ou "a cultura do corpo perfeito" para os exigentes) é ironicamente discutida pela mídia, pelo menos, uma vez a cada um dos 12 meses de cada ano desde, principalmente, mil novecentos e perdi as contas. Portanto, espero estar sendo, no mínimo, o primeiro deste mês. Eu acredito bastante na teoria de que as pessoas que costantemente divagam sobre essa crescente diferença social sejam infelizes em algum sentido ou tenham sofrido profundos traumas na infância, e isso faz sentido, pois só sobram a nós, pessoas (bastante) comuns, a pensar nisso. Essa diferença social entre 'pessoas perfeitas' e 'pessoas comuns' é real, e piora com o passar dos dias. Não que eu fuja desse tema, pois eu também busco padrões justamente para algum dia poder encontrar o meu padrão.

A individualidade, resultado das 40 horas de trabalho semanais e o crescente aumento do medo urbano (apenas como citações para um entendimento mais didático), é outra conseqüência da vida moderna que, aliada às culturas de massa, fez explodir no século XXI uma bomba capaz de turbinar peitorais e glúteos pelo mundo a fora.

Na linha histórica, o corpo e sua cultura particular sempre existiu, seja no período clássico, neoclássico, renascentista, barroco, enfim, hoje. A busca pela determinada "'perfeição" daquele seu específico tempo não somente fez parte do passado como vai fazer parte de todo um futuro e isso é bastante profundo. Essa busca por um padrão se agravou com o surgimento de mídias para a massa como a imprensa, o cinema, televisão e internet. Os padrões, como já dito, foram e são modificados todo o tempo e com a mídia de massa a mudança foi cada vez mais brusca, brusca ao ponto de sempre existir um grupo que podia (e pode) ser facilmente excluído pelo simples fato de não conseguir acompanhar a dinâmica dessas mudanças físicas, seja social, psicológica ou até mesmo biologicamente. A mídia é constantemente reciclada para cada vez atingir um público a mais, além de tender a segurar o seu já fiel público. Essa constante reciclagem é responsável por todos os agravantes da cultura do físico na modernidade.

Rio de Janeiro: é muito comum (para não dizer constante) seu amigo ou sua amiga dizer que não existe excessão quando você comenta ter conhecido uma pessoa gostosa e maravilhosa que seja desta cidade, e que se não for maravilhosa, no mínimo é gostosa. Oras, basta andar por suas belas praias por 10 minutos para se concluir isso. É emanamente impossível encontrar uma 'pessoa comum' em um grupo de corpos esculturais. Essas castas são muito semelhantes aos infantes dos colégios, onde as sempre-existentes crianças que não se encaixam em perfil algum acabam se isolando dos demais ou simplesmente criando uma nova casta entre sí. Eu digo isso porque já fiz parte dos 'feios e estranhos demais' e de uma casta a qual pude me enquadrar, e também já vi que o mesmo ocorre entre aqueles que, no fundo, sempre almejamos ser.

São Paulo: no filme Crash - No Limite (2006) um dos personagens deixa claro que, em cidades como essa, o contato entre as pessoas é tão pequeno que elas precisam se chocar umas com as outras para poderem lembrar o que é isso. Ou seja, nesta situação, quanto maior e mais gostoso você for nessa cidade, mais fácil é de você se chocar com alguém em uma balada. Se não nos comunicamos, nos chocamos. Se somos igualmente fortes o bastante, tudo se iguala, continuamos em pé e provavelmente acompanhados, se somos fracos o suficiente, praticamente já somos espirrados para a porta de saída.

A questão da individualidade é um fator importante nesse assunto e merece esse parágrafo apenas para ela. O medo em se relacionar com outras pessoas que se instalou na sociedade atual é tão grande e chegou a um nível tão extremo que as pessoas se esqueceram para que serve o diálogo, e a comunicação apenas vai existir em situações extremas. Ficamos sempre naquele impasse da vida moderna de nunca puxar o assunto com desconhecidos caso o desconhecido não puxe o assunto primeiro, e como stress e mau humor é o que não falta nos dias atuais, temos medo de dar bom dia a alguém e receber um cascudo de presente. Eu digo isso porque odeio dar bons dias, só não dei cascudo para ninguém até hoje porque, sem dúvida, isso é muito deselegante. Uma vez, sonhando, eu disse (sim, eu converso comigo em meus sonhos): se uma conversa não acontecer entre duas pessoas em 10 minutos é porque não existe comunicação! Eu disse isso sonhando pois, em meu subconsciente, carrego a teoria de que 10 minutos é o tempo suficiente para poder se interagir com sucesso ou não com uma pessoa, mas na prática o eu de meu sonho estava enganado em duas coisas: não é necessário 10 minutos para não haver comunicação e não é necessário uma conversa para haver comunicação.

É aí que o corpo entra. Tudo é baseado nos 5 sentidos principais: a visão, a fala, a audição, o tato e o olfato. O corpo é o primeiro contato visual que temos com uma pessoa. Pela expressão corporal muitas vezes conseguimos traçar um pré-conceito da personalidade do indivíduo, além do que, sabemos também que a visão é o primeiro sentido do ser humano a selecionar o seu parceiro e a fala é a primeira das demais 4 etapas para um determinante, seja apenas para uma amizade, um romance, ou para um nada, mas na prática, hoje em dia, é a menos utilizada. A individualidade e o medo do próximo faz pularmos etapas como a comunicação e é aí onde buscamos a perfeição do corpo, não apenas para satisfazer de imediato a visão do próximo que está adequada à cultura massificada que o rodeia, mas também para o confronto entre os corpos, pois se não nos comunicamos, diretamente nos chocamos. Quanto mais chegamos próximo ao padrão, mais fácil fica de uma padrão chegar a nós e quando isso ocorre a comunicação é deficiente porque ela não importa mais, pois primeiro é o visual e excluindo-se a fala encontramos o impacto.

É essa abstração da realidade que gera o senso entre as 'pessoas comuns' de que as 'pessoas perfeitas' se não frescas, são ignorantes, afinal, a linguagem corporal já basta para a maioria delas e se você não fala essa língua, então você não entende o que elas dizem. Óbviamente que para toda regra existe excessão, essa é a única regra que não existe excessão.

Seja um Zeus ou uma Vênus, uma Raimunda ou um Camarão, estão todos no mesmo bonde da glória máxima do corpão. Uma cabeça não importa mais, a não ser que seja colírio para os olhos.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Pessoas perfeitas...

Fato: as pessoas perfeitas só não são perfeitas prq não estão com a gente.

terça-feira, setembro 19, 2006

Saint Tori always says the right thing on the right times!

Today even the rain can cut me up...

Tori Amos - Take Me With You

sexta-feira, agosto 18, 2006

Tríplice

Isso prq antes do champanhe eu só tomava wisky, jogava poker e falava francês.

É uma loucura!

Champanhe

Tomei um champanhe excelente nesse final de semana. Vocês imaginam que esse champanhe é feito com uvas genéticamente modificadas que produzem apenas UMA uva em cada cacho... então vcs podem imaginar o quanto é caro o champanhe. É uma loucura!

Marvada pinga!

A sanidade faz a gente ter q cuidar de pessoas insanas...

Hoje, por exemplo, cuidei de duas... se não fosse pela ajuda de Santa Chrispinha, não sei o q teria sido da minha boa vontade.

O engraçado, e mais engraçado de tudo, é que pensei a cá com meus botões que se eu não ajudasse quem precisava eu poderia estar demonstrando uma falsa amizade... mas O ENGRAÇADO é que quem me obrigou a ajudar e TEORICAMENTE mostrava ser a melhor das amigas simplesmente jogou o problema em minhas mãos e... SUMIU!

Estão vendo? No fundo, no fundo, ainda existe uma boa pessoa em mim.

Ingenuidade, triste ingenuidade!

Eu me considero uma pessoa ingênua por acreditar que o mundo ainda pode ser diferente.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Isso passa...

Every now and then when I’m all alone, I’d be wishing that you would call me on the telephone, say you want me back but you never do, I feel like such a fool, there’s nothing I can do.

Stacie Orrico - Stuck

quinta-feira, agosto 10, 2006

Sobre Café e Cigarros

Um filme com várias crônicas que envolvem café, cigarros e o relacionamento interpessoal entre as pessoas, hahaha...

segunda-feira, agosto 07, 2006

Butão

A gente tmb deveria nascer com vários botões, um pra cada finalidade... igual o botão pra desligar a TV, o botão pra desligar o DVD... o botão pra dar a descarga...

quarta-feira, agosto 02, 2006

Juros e correção monetária...

Esses dias atrás eu havia dito que eu estava pagando todos meus pecados.

Estava e estou, com juros e correções...

domingo, julho 23, 2006

Este são para os leitores!

Eu tenho vários leitores desse blog, não vou dizer "centenas" prq sou modesto... mas são diversos, eles só não se manifestam prq são muito importantes e tmb prq são tímidos.

Obrigado por reconhecerem meu grande potencial literário, rs.

sexta-feira, julho 14, 2006

"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente"

Meio confusa essa frase, né?

O mundo é todo errado

Já prestaram atenção que nos momentos em que as pessoas deveriam fazer um comentário pertinente àquilo que vc acabara de falar ou fazer, elas não fazem?

E já perceberam que os comentários das pessoas surgem justamente nos momentos em que NÃO deveriam surgir?

quarta-feira, julho 12, 2006

Como deus é injusto!

... ele dá dinheiro, capacidade e a falta de vergonha na cara para pessoas que não sabem usar um computador comprarem um laptop!

segunda-feira, julho 03, 2006

Prepare-se para rir muito...

... eu, pelo menos, fiquei rindo uns 10 minutos sem parar. Tudo isso é culpa deste BLOG, que é uma piada, diga-se de passagem. O post é meio velho e eu estou um pouco atrasado, mas vamos lá:

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006
Estava deitado na minha cama quando, de repente, meu sobrinho veio correndo, parou na porta do quarto e gritou: "Quando eu engravidei, você foi um canalha!"

E na mesma rapidez que ele veio, ele se foi.

10 - 6 = anos de Spice Girls

Esse ano vai fazer 10 anos que Spice Girls surgiram no mundo e 6 anos que elas se dissociaram. Ok, na realidade elas se formaram em 1993, prq 4 delas haviam lido um anúncio no jornal que dizia procurar garotas para a formação de um grupo musical. Como elas não aceitaram as propostas feitas a elas, resolveram seguir em carreira por conta própria e então resolveram incluir mais uma no grupo e em 1996 o quinteto lançou o primeiro álbum a muito custo.

Geri (34), Mel B (31), Mel C (31), Victoria (32) e Emma (30) fizeram parte da maior explosão pop da década de 90 e, como todo bom e velho explosivo grupo... do jeito que subiu, caiu, mas também deixou suas marcas.

Elas foram responsáveis por grande parte da libertação feminina da década de 90, reestabeleceram um novo patamar na cultura pop e trouxeram as plataformas novamente e em permanente para a moda. Ou seja, influenciaram os 3 principais pilares inegáveis do sucesso: o social, o cultural e o fashionista.

Todo mundo, assim como eu, já chegou a odiar esse grupo, não aguentava mais ouvir Wannabe nas rádios ou ver na TV, a toda hora, uma louca descabelada gritando para uma tonta com chuquinhas na cabeça enquanto uma outra dava piruetas por trás de uma prostituta ruiva q abraçava uma nojenta vestindo Gucci. Mas assim como eu, muita gente tmb aprendeu a se divertir nessa época e acabou indo curtir esse grupo um pouco que tarde demais.

Óbviamente um dia esse grupo deveria acabar. Não seria nada fácil se hoje, depois de 10 anos, essas mulheres barbadas e algumas com filhos, ainda continuassem fazendo parte de um grupo chamado Spice Girls com mulheres na casa dos INTA pagando de adolescente com atitude.

Mas realmente me entristece pois me faz lembrar como minha adolescência foi rápida.

Você se lembra do que vc estava fazendo em 1996?

Eu me lembro. Em 1996 eu tinha 15 anos de idade e estava na oitava série. Estudava de manhã e a tarde ia ajudar meu pai em sua loja. Eu lembro muito bem que quando Wannabe começava a tocar na Mirante FM (a 92,1 da minha cidade), ou eu estava subindo as escadas para a cozinha, ou estava decendo as escadas da cozinha... e me lembro tmb de sempre torcer o nariz pra essa música e dizer: Aaah, não aguento mais!

Só que, se vc parar pra pensar, vc vai ver que um dia em 1996 vc conheceu Spice Girls e vc era um adolescente... e no outro dia em 2000 vc ficou sabendo q elas não existiam mais e vc já era quase um adulto, e é então que vc percebe como tudo passou tão rápido! Um dia vc cantou Wannabe em 1996, no outro vc cantou Spice Up Your Life em 1997, em 98 vc cantou Goodbye, em 2000 vc cantou Holler e quando vc terminou de cantar, elas ñ existiam mais e Maldita Britney nasceu.

A principio elas diziam always be together, stay that way forever ou we've always got each other...

Pois é, promessas não costumam durar prq a vida continua e promessas envelhecem. E vc, já parou pra pensar q tudo isso já começou a acontecer já faz 10 anos?

terça-feira, maio 16, 2006

Me, myself & I

Eu talvez seja legal, eu talvez seja engraçado, eu não sou autêntico, não costumo ser educado, sei um pouco de tudo, não conto vantagem, tento ser simpático, morro de saudades, me magoo com pouco, fico triste à toa, sou coerente, um pouco inteligente e um pouco todo mundo que amo.

Comento, mas não fofoco; discordo, mas não discuto; omito, mas não minto; desgosto, mas aprecio; não conheço, me apresente; mexeu com vc, conte comigo; falou mal, não sei o q faço; falou bem, obrigado; te conheço, pode entrar; não te conheço, se apresente.

domingo, maio 07, 2006

Comunidades bizarras do Orkut - Parte III


Membros: 5.355 (até o momento)

Descrição: Se você ainda não tem dó da Wa (se pronuncia "Uã") Camargo, então ponha-se no seu lugar. Ela vai até o espelho e se olha: sua franja foi cortada quando não era mais moda; o cabelo foi tingido antes de todo mundo, mas não ficou bom; ela emagreceu, mas teve anorexia e ficou cabeçuda! Daí ela vai tomar café naquela casa cafona e quem tá na mesa? De um lado, a irmã Camilla com 2 L's. Do outro, papai Zezé (cujo nome real é MIROSMAR!!!). Tudo o que ela quer, então, é um colinho da mamãe. E quem é a mamãe? A Zilú!!! Galera, ela é filha da Zilú!!! E os clipes: No 1º, ela se despede do Dado (que vai viajar) na frente do Shopping Eldorado... no 2º, baby-liss mal feito e incapacidade de pronunciar palavras que começam com vogal sem colocar um "H", que soa como "R", na frente ("Hobrigada, hagradeço ha Deus"). E no último, ela do nada grita com a câmera! Sua iminiga? A Sandy! Sua inspiração? A Mariah! Tenso... E, sim, suas iniciais são W.C. (banheiro). Se vc se sensibilizou com tudo isso e está com dó da pequena Wanessa com "W", join us!

segunda-feira, abril 24, 2006

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

segunda-feira, abril 03, 2006

Gongando e tomando!

Vai lá, quer dar um de gostosão, o bonzão... a última bolacha do pacote, a única Coca-Cola gelada no deserto...

... agora toma e vê se aprende (mais uma vez) a ficar quieto quando vc tiver oportunidade pra isso.

Ass: Sua consciência!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

MANCHETES DO DIA

. Protestante deixa de lado a clausura e abraça a boemia, e a Boêmia!
Minha amiga jura q ela destruiu a vida do ex-namorado dela, protestante e que escreve muito errado... Ela jura isso prq ela deu de cara com ele em uma festa. Detalhe: o rapaz estava bêbado e com um copo de cerveja na mão.

Abana, Jesus!

. Robô entra em Van e faz amizade com menina do mesmo lote.
Esta mesma amiga sempre se sentiu excluída da sociedade prq ninguém em sua volta chegou a quebrar os ossos umas 13 vezes e ter um punhado de pinos espalhados pelo corpo todo, até que, um feliz dia ela conheceu um belo rapaz a caminho da faculdade, na Van. O rapaz não apenas tinha uma mala com DVD's piratas para assistir na própria Van, como também um controle remoto gigante e universal e (pasmem) 7 pinos espalhados pelo corpo: 2 na cara, 2 no braço e 3 na perna.

-Oi, meu nome é Fulano e tenho 7 pinos pelo corpo!
-JURA? Eu também!!!
-Óh, eu estalo o maxilar!
-E eu estalo meu cotovelo!!!
-Meu, eu também, óh!... Ouviu???
-Caralho, igualzinho o meu estalo!
-Sabe, acho q eu te amo!
-Eu também!!!
-Ai, me dá um abraço!!!
-Nossa, q barulho foi esse?
-Ai, foi minha coluna... desculpa!
-Não, tudo bem... o barulho q minha perna faz tmb me incomoda.


. Amigo invejoso quer ter cabelo lindo e corta como um toldo.
Bom, eu já contei o episódio da cabeleireira maldita... mas isso coincidiu com o fato dessa amiga robô ter feito um tipo de alisamento japonês no cabelo gigante dela um dia antes e ter ficado fabuloso e meus olhos terem se marejado de inveja.

Segundo ela qnd eu cheguei na cabeleireira eu disse: corte o cabelo como um todo! mas a mulher (além de ser pobre) é surda, e ouviu: corte o cabelo como um TOLDO!... e foi aí q a bosta foi feita!

Duvida cruel...

Aliás, eu juro q gostaria de saber uma coisa:

Por que as cabeleireiras tem no salão as melhores escovas, os melhores secadores, os melhores produtos, as melhores tinturas... e mesmo assim costumam ter cabelos tão desgraçados?! Secos, quebrados, sem vida, sem balanço, que ficam sempre duramente pendurados naqueles coquezinhos malditos feitos com aquelas piranhas de flores de carnaval?

É por isso q elas destróem os cabelos alheios... é a inveja!

CAUSO number UM

Desde qnd raspei minha cabeça em fevereiro do ano passado, eu não havia cortado mais... tudo havia crescido igualmente e deu um resultado muito legal, mas, sempre chega um momento na vida da gente q é necessário pelo menos aparar as pontas, e lá fui eu.

Óbviamente q a vaca da cabeleireira destruiu tudo. Já viu alguma cabeleireira pobre fazer algo decente? Claro que não... nem na hora de preencher uma ficha e escrever a profissão ela vai saber escrever direito, que dirá cortar um cabelo!

Qnd cheguei em casa e vi o restultado como um todo, quase tive um infarto e não acreditei. Conclusão? Eu mesmo cortei tudo de novo e descobri uma coisa: eu sei cortar meu cabelo melhor q a cabeleireira!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Cada dia é um dia e uma descoberta.

Qualquer pessoa com o mínimo de noção possível sabe que todo dia é um novo dia e uma nova descoberta. Comigo não é diferente e hoje descobri uma grande coisa em minha vida que diz muito sobre mim, sobre minhas neuras sobre relacionamentos e minhas encanações nas minhas dúvidas em conhecer ou não alguém.

Eu descobri que eu definitivamente não faço o perfil das pessoas q me atraem ou me interessam, e meus relacionamentos não rolam prq essas pessoas geralmente foram pessoas que não me atraiam a princípio, mas q eu me condicionei a me sentir atraído por elas de alguma forma.

Ou seja: vai ser difícil um dia eu me dar bem com alguém.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Wake up!

... não apenas acordar...

... eu tmb quero ter um grande amor, desses que fazem a gente lembrar junto de alguém pela vida toda.

O que seria do doce se ñ fosse o amargo?

Realmente... mas já experimentei demais do amargo e é ele quem já está perdendo a graça.

Vanilla Sky

Sempre achei esse filme uma porcaria por causa de seu final absurdo... mas hoje assisti novamente com mais calma...

... e continuo achando o filme uma porcaria por causa de seu final absurdo, mas uma coisa eu tenho q concordar... eu tmb quero acordar!!!

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Se eu morrer...

Não sei, mas nesses últimos meses, principalmente dias, estou chegando à conclusão que é fácil matar e ser morto, principalmente em uma cidade como essa onde moro: São João da Boa Vista.

São João está se transformando em uma Terra Sem-Lei. Como se já não bastassem os podres que aqui existem como famílias tradicionais hipócritas e tão podres quanto seu próprio excremento; pessoas casadas que chifram esposas e traem a confiança de seus filhos; homens que estupram a própria irmã; sobrinhos q são filhos; socialights que dirigem com uma taça de champanhe na mão; poderes jurídicos envolvidos em orgias privés regadas a sexo, drogas & rock 'n roll; casamentos de aparência; filhos que nascem para garantir algum futuro... ainda temos que aguentar a impunidade existente frente a grandes cabeções da cidade. Enfim, quem lê tudo isso em um primeiro momento, acredita realmente ser tudo roteiro de mais uma grande novela mexicana. Pois não é!

Uma cidade que, como muitas outras, possui uma das maiores tropas policiais da região, tropas de policiais incompetentes que não conhecem absolutamente nada mais do que a cartilha Caminho-Suave e acreditam que as leis de trânsito que aprenderam no Jardim de Infância com carrinhos de papelão e as brincadeiras de polícia e ladrão, são como deveriam funcionar de fato na prática, humilhando pessoas distintas por razões medíocres apenas pra mostrar serviço e deixando os verdadeiros bandidos soltos por aí simplesmente por serem filhos de pessoas, hmmm, digamos... IMPORTANTES na cidade ou na região... verdadeiros DOUTORES, vamos dizer assim! Claro, DOUTOR sempre é sinônimo de DISTINÇÃO, afinal, ambos começam com D de droga... de doutor.

Alguns bons meses atrás a cidade foi surpreendida pela morte de um rapaz que se relacionava com o filho de um GRANDE rapaz da cidade. O cidadão foi brutalmente assassinado, digo... atropelado, porque acreditamos que foi assim que o caso foi engavetado. Os jornais da cidade comentaram, mas só disseram boatos. Histórias surgiram e se transformaram em lendas-urbanas-sanjoanenses, como sempre acontece. Nada mais foi dito, tudo foi encoberto, tudo foi esquecido. A cidade sabe qual foi a real causa mortis do jovem, mas ninguém comenta prq todos temem ter o mesmo fim, afinal, educação não apenas conserva os dentes, mas tmb evita acordar com formigas na boca. CONCLUSÃO: Assassinato ou não, um suspeito existe e ele está solto por aí, indo em festas, bebendo e comprando pró-secos, vivendo tranquilamente e sem peso algum na consciencia. Ainda bem q não o conheço, afinal, ele virou parte das lendas-urbanas-sanjoanenses.

O tempo passa, o tempo voa... mais um Natal se vai e mais um ano começa e mais uma lenda se propaga. Outro rapaz, que também se relacionava com outro rapaz, é encontrado brutalmente assassinado por determinadas redondezas que ninguém sabe ao certo explicar onde. Uma vítima realmente existiu e ela ficou literalmente de mãos atadas frente ao caso que aparentemente envolve um triângulo amoroso com o filho de outro GRANDE papai, e toda esta ciranda estava regada de descobertas de segredos terríveis e que ameaçavam abalar não apenas as estruturas de tradicionais famílias como as estruturas desta zona urbana desconhecida. Parece política, né? Bastante, mas não é. Ou é? Que seja! Não sei... O fato é que: todo mundo comenta, mas ninguém sabe. Entendeu, né?

A indignação novamente tomou conta das pessoas mais próximas de mais essa vítima, até mesmo daquelas que apenas o conhecia, e chegamos a uma conclusão de que nesta cidade tudo se pode e termina em pizza, desde que vc tenha dinheiro pra comprar as pizzas de caviar.

Pizzas de caviar existem? Ah, talvez sim... afinal, nas lendas-urbanas-sanjoanenses tudo é possível, e com uma última nota termino aqui minha negra crônica: se eu morrer a culpa é de algum sanjoanense!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Tudo começa...

Tudo começa a ficar mooole, parece que sua pele pesa toneladas e surge um oco no estômago e uma sensação de ter um catarro preso à garganta, mas tudo começa a ficar muito engraçado, absurdamente muito engraçado. As gargalhadas querem sair e elas saem, sem vc fazer força. O corpo formiga em uma ansiedade eufórica controlável e quando o "efeito mão" acontece, sim, pode ter certeza que a viagem pra Venus começou, e aí é só focalizar em um ponto e se impressionar com a realidade de maneira distorcida, derretida, esticada. Mas cuidado, o que vc procura vc pode achar e esteja preparado prq muitas vezes vc pode se surpreender com o que procura, embora tudo seja válido, a consciência deve persistir sempre, um pézinho fora do táxi é sempre bom, mas saiba a hora de fechar a porta, sempre!

sábado, janeiro 07, 2006

Datura - Parte II

Get out of my garden!

Passion Vine, Texas Sage, Indigo Spires Salvia, Confederate Jasmine, Royal Cape Plumbago, Arica Palm, Pygmy Date Palm, Snow-On-The-Mountain, Pink Powderpuff, Datura, Crinum Lily, St. Christopher's Lily, Silver Dollar Eucalyptus, White African Iris, Katie's Charm Ruella, Variegated Shell Ginger, Florida Coontie, Datura, Ming Fern, Sword Fern, Dianella, Walking Iris, Chocolate Cherries Allamanda, Awabuki Viburnum...

Is there room in my heart for you to follow your heart and not need more blood from the tip of your star?

... Walking Iris, Chocolate Cherries Allamanda, Awabuki Viburnun, Natal Plum, Black Magic Ti, Mexican Bush Sage, Gumbo Limbo, Golden Shrimp, Belize Shrimp, Senna, Weeping Sabicu, Golden Shower Tree, Golden Trumpet Tree, Bird Of Paradise, Come In, Variegated Shell Ginger, Datura, Ionicera, Red Velvet Costus, Xanadu Philodendron, Snow Queen Hibiscus, Frangipani, Bleeding Heart, Persian Sheild, Cat's Whiskers, Royal Palm, Sweet Alyssum, Petting Bamboo, Orange Jasmine, Clitoria Blue Pea, Downy Jasmine, Datura, Frangipani.

Dividing Canaan, piece by piece. Oh, let me see... Dividing Canaan!

Cansa, sabe?!

Cansa...

... vc tem q ser perfeito pras pessoas te aceitarem. Vc tem q ser lindo, inteligente, ter um bom papo, ser engraçado, ter um corpo perfeito, tem q ter as roupas da hora e ser muito flexível, rico e com um carro próprio, ter atitude sempre e tomar partido sobre as coisas antes de qlq pessoa.

É muita informação de uma vez só, né?

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Eu NÃO SOU!!!

Caralho, eu não estou bravo!!!

Que pícaras as pessoas encanarem que eu estou com cara de bravo!!! Xãnas aladas, ESSA É MINHA CARA, PORRA!!! E EU NÃO ESTOU BRAVO!!!

Não me diga mais nada!

Chega! Não quero mais que vc me fale: eu vou, eu vou, eu vou... eu vou!

Simplesmente venha e diga: cheguei!

E qual é a razão, então?

Então qual é a razão de sempre ser um soco no estômago ser dispensado, mesmo se vc ñ queria namoro, mesmo?

Bom, aí vc vai entrar em outra questão que não é apenas um instinto do sexo masculino e, sim, do ser humano: o da perda! Ser humano odeia perder e se sentir inferior ou desgostado.

Na realidade, eu ñ sei dos demais, mas eu, particularmente, rôo meus ossos.

É por isso que sempre penso!

É por isso que acredito que o homem trai, porque os homens também amam, mas amam de forma diferente da mulher, eles ñ se entregam prq realmente é a natureza de todo sexo masculino se sentir atraido pelo sexo. Então, o homem ama, e ele guarda no seu coração o seu amor, igual eu faço, em um cantinho quentinho aqui dentro... mas ele também gosta de ficar e passar bons momentos com pessoas interessantes para isso, prq é sem compromisso e ao mesmo tempo, sacia seu instinto natural.


Não, não quero inventar uma desculpa para justificar a traição, mas eu acho q as pessoas deveriam se conscientizar mais sobre isso... manda um biólogo te explicar o instinto do sexo masculino pra vc, vc vai ver q o resultado vai ser esse que acabei de dar.


É biológico, não é desculpógico.

Eu sabia q isso ia acontecer...

Realmente sabia, mesmo! Eu só não queria namorar, não mesmo... só ficar, prq, apesar de tudo, era bom ficar sem compromissos e se ver quando desse e quando estivesse com vontade(s). Mas é sempre um soco no estômago vc ler (e não ouvir): Estou namorando...

... Bom, tudo bem, eu realmente ñ queria namorar, não mesmo! Eu já tenho um amorzinho no coração e gosto de guardá-lo quentinho em um cantinho aqui dentro... mas é triste saber tmb que meus dias de ficação estão em greve por tempo indeterminado ou (vai-se lá saber), forever and ever.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

BUT...

... MAS NUNCA MAIS!!!

Não mintam pra mim.

Eu geralmente ñ costumo aceitar mentiras nunca... hoje acabei aceitando, não sei o q deu... boa ação de ano novo, talvez.

Apesar de tudo, foi bom, botei muita coisa pra fora... Haaaaaaahahaha...

A velha premissa...

Uma vez, na casa do Rogério, uma amiga dele e do Denis, chamada Dani Toyo (ou Danni, ou Dany, ou Danny... não sei gente, ela é oriental!) disse:

Fique com trabucos que deus recompensa!

Sabe, nunca me esqueci disso e serve muito de consolo em momentos como esse.

Eu não sei o que dizer...

Não sei mesmo... acredito muito q o q eu fiz hoje foi um favor à humanidade, vamos dizer assim. Quero acreditar MUITO nisso.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Datura - Parte I

Datura é uma planta que se vc não tiver muito cuidado ao usá-la, se vc não dosá-la corretamente, bom... então eu espero que vc goste de voar...

Tori Amos

Fico tão feliz qnd me engano...

Fico muito feliz mesmo qnd me engano sobre determinadas pessoas e vejo que, não, elas não me decepcionariam!!!

terça-feira, dezembro 20, 2005

Se eu fizesse isso...

Eu não sei... eu acho q se eu parasse pra falar exatamente tudo que estou sentido, tudo q estou achando, tudo q eu vi, li, pensei, achei, xinguei, falei, disse, vi, reli, senti, pensei, falei, contei, parei, chorei, gritei, xinguei, vi, senti, li, pensei, falei, achei, xinguei, imaginei, quis, segurei...

... talvez o mundo acabasse.

Muita vontade de vomitar, sim!

Mas não vou vomitar.

domingo, dezembro 18, 2005

Leave me alone right now...

Don't dare to point your finger at me! Look at yourself. I'm not the one you want me to be, look at yourself!

sábado, dezembro 17, 2005

Hooverphonic, vinagre e sal...

I like the things that you hate, and you hate the things that I like. But it hurts. Honesty’s your church. But sometimes it’s better to lie! I am the vinegar and salt, and you are the oil that dissolves my frustration. Honesty’s limitation! But sometimes it’s better to lie. I am the vinegar and salt and you are the oil that dissolves my frustrations, limitations... But sometimes I don’t dare to ask why.

The loneliest number...

Because one is the loneliest number that you’ll ever do. One is the loneliest number that you’ll ever know. One is the loneliest number, much worse than two. One is a number divided by two.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Idéia genial...

Dizem q nas nossas viagens mais loucas nós encontramos as maiores respostas.
Fato comprovado!
Enquanto minha irmã e meu amigo conversavam sobre coisas q mal ouvi, eu estava em devaneios tolos e absurdos que resultaram em uma resposta que definirá toda uma história: meu livro!

E...

Segundo meu velho amigo e companheiro de todas as viagens, Christiano...

"... a Rua da Saudade é bem uma coisa assim: oooooi, estive na rua da Saudade e lembrei-me de você!"

Imagina vc falando isso pra alguém... que tristeza a pessoa vai sentir dela mesma!!!

Prepare-se para rir à bessa!

Pergunta: O que é vendido na rua do passado?

Tic toc, tic toc, tic toc...

BÉEEEEEEEEEE... tempo esgotado!

Resposta: Na rua do passado é vendido LEMBRANÇAS!

terça-feira, dezembro 13, 2005

Visitando um blog...

Visitando o Blog MY OWN PRETTY HATE MACHINE (acredito ser esse o nome e, sim, prq eu faço referência das coisas q leio) não pude deixar de dar atenção há um dos testículos pregados nele, onde o autor define o que seja um elevador e o desespero de seus passageiros.

Já perceberam como as pessoas gritam "Segure o elevador!" por um megafone invisível e em seguida correm o equivalente a um campo de futebol, enquanto você fica lá estático segurando a porta? Aposto que até a barba cresça um pouco nesse período. E na hora que elas chegam, o elevador podia muito bem ter parado calmamente por todos os andares e voltado.

Essas pessoas simplesmente não entendem o conceito de um elevador: não é uma oportunidade única na vida, e caso a perca, você se ferra. Os elevadores sequer funcionam de hora-em-hora. Eles vão para cima e para baixo, a qualquer hora do dia. É só apertar o botão, porra!

Não sei se algum dia eu teria escrito algo parecido, mas que concordo em absolutamente cada letra, sim, concordo!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Lispector perde!

As pessoas se abdicam de outras por puro medo...

E, por fim, sempre acabam sós.

BLAAAAAAARGHT!!! - Parte II

Estou com muita vontade de vomitar novamente, muita...

Vomitar toneladas!!!

Hooverphonic


Eu descobri que eu definitivamente AMO Hooverphonic.

É necessário conhecê-los a fundo para entender o que eu quero dizer. Não basta ouvir apenas uma vez e nunca mais. É necessário ouvir, entender o conceito do trabalho, compreender as letras das músicas, associar as letras com o som, assistir aos fantásticos vídeo-clipes. É necessário estudá-los para poder compreender quão fantásticos eles são. Atenção, isso não é uma puxação de saco de um fã qualquer, eles são fantásticos mesmo. A vocalista, Geike Anaert pode não ser a mais bela das vozes, mas é uma magnífica intérprete, sem ela, defintivamente, Hooverphonic não seria a mesma coisa.

Estou completamente apaixonado por eles... não consigo deixar de ouví-los e ficar mais e mais extasiado em cada vez.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Jogo da memória...

Não preciso ser uma referência, mas me sinto satisfeito em ser uma lembrança.

Minhas crenças...

Eu me faço valer por isso. Acredito que se for para eu conhecer alguém e alguém me conhecer, eu faço disso algo muito especial para que essa pessoa lembre-se de mim pelo resto de sua vida em mínimas coisas que seja. Gosto e quero não ser simplesmente algo passageiro a alguém, por mais passageiro que possa ser.

Humildade poca é bobage!

Se vc tiver conhecimento de alguma pessoa que não tenha se apaixonado por mim ao me conhecer de maneira íntima e pessoal, me apresente novamente... todos nós temos direito a uma segunda chance.

Qualquer um...

Hoje, em uma reunião altamente familiar, conversando sobre coisas altamente pessoais e familiares, entre pessoas intimamente familiares e da família, cheguei a uma fantástica conclusão: eu não sou qualquer homem.

Existe uma grande... uma GRANDE diferença entre os homens qualquer e eu.

BLAAAAAAARGHT!!! - Parte I

Eu muitas vezes simplesmente tenho vontade de vomitar!

Em jorros!!!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Aquisições do mês de Novembro

Aimee Mann
Quem assistiu Magnólia já a ouviu, prq o filme todo foi feito a partir de suas canções, sendo a partir desse filme que ela passou a ser mais conhecida e passou a alimentar mais o interesse das pessoas.

Do rock, ao pop, ao folk, ao alternativo... essa artista se caracteriza por ser uma das poucas atuais em que apenas a voz basta para uma canção existir. Não apenas isso, é uma das raras que conseguem tocar a sua alma e atingirem exatamente as sensações devidas naquele determinado momento.

Já adquiridos:
  1. I'm With Stupid (1995)
  2. Songs from Magnólia (1999)
  3. Bachelor Nº 2 (2000)
  4. Lost In Space (2002)
  5. The Forgotten Arm (2005)

Faltando:

  1. Whatever (1993)

Fiona Apple

Por coincidência ou não, é casada com o diretor e roteirista de Magnólia, Paul Thomas Anderson. Com apenas 3 álbuns no currículo, essa artista de apenas 28 é uma das mais adoradas e incompreendida na música. Introspectiva, melancólica, rebelde, determinada e corajosa. Fiona definitivamente não é para qualquer pessoa. Seu estilo beira mais do que o alternativo.

Já adquiridos:

  1. Tidal (1996)
  2. When The Pawn... (1999)
  3. Extraordinary Machine (2005)

Hooverphonic

Trio belga formado em 1995 que mistura eletrônico com elementos do pop, trip-hop, rock e ambiente. Originalmente formado por Alex Callier (guitarrista e programador), Frank Duchêne (tecladista) e Liesje Sadonius (vocalista), que deixou o trio em 1998, sendo substituída por Geike Arnaert. Explodiram em popularidade em 1996 contribuindo com a música 2Wicky para o filme Beleza Roubada, de Bernardo Bertolucci, com Liv Tyler. É um dos melhores grupos atuais em seu estilo, são sempre surpreendentes música após música, até mesmo seus primeiros álbuns, continuam extremamente atuais. Podem ser assimilados ao lado menos alternativo de grupos como Massive Attack ou Portishead. Callier diz que o som produzido por Hooverphonic é pop mas as pessoas se assustam prq sempre que digo isso elas automaticamente associam o pop ao que é produzido por Britney Spears.

Já adquiridos:

  1. Blue Wonder Power Milk (1998)
  2. The Magnificent Tree (2000)
  3. Hooverphonic presents Jackie Cane (2002)
  4. Sit Down And Listen To Hooverphonic (2004)
  5. No More Sweet Music (2005)

Faltando:

  1. A New Stereophonic Sound Spectacular (1997)

Hybrid

É um projeto eletrônico formado por um trio de DJ's: Mike Truman, Chris Healings e Lee Mulling. Além de terem 2 álbuns próprios, tmb remixam e já remixaram diversas músicas dando sempre um ambiente mais alternativo e dark às produções, mas nunca perdendo a característica empolgante nata desses 3 cérebros q apenas reafirmam que, sim, há vida inteligente no eletrônico.

Já adquiridos:

  1. Wide Angle (2000)
  2. Morning Sci-Fi (2004)

Jewel

Uma fofa. Possui uma das vozes mais doces e sabe fazer músicas maravilhosas com melodias extremamente cativantes. Com 31 anos, é muito conhecida por seu estilo pop com teores folk, levado um pouco o rock com pitadas do country. Foi altamente criticada por seus fãs em 2003 por ter feito um álbum altamente pop (0304), com a tendência de criticar o lixo pop produzido por cantoras como Britney Spears. A crítica, em contraponto, entendeu o que Jewel estava querendo mostrar e considera este álbum como um dos melhores de sua carreira. Eu também.

Já adquiridos:

  1. Pieces Of You (1995)
  2. Spirit (1998)
  3. This Way (2001)
  4. 0304 (2003)

Ladytron

Quarteto formado em 1998 por Daniel Hunt, Reuben Wu, Mira Aroyo e Helena Marnie. Foram um dos responsáveis pelo ressurgimento do electro e do synth pop no cenário eletrônico no final dos anos 90 e início do século XXI, com a decadência comercialmente desse estilo, Ladytron resolveu deixar as melodias rock tomarem conta de suas raízes electro. Mau ou ruim, o potencial melódico de Ladytron é o atrativo. Talvez enjoativo com os cansativos vocais de Mira Aroyo, mas, sem dúvida, sempre inovadores.

Já adquirido:

  1. Witching Hour (2005)

M.I.A.

M.I.A. foi uma dessas artistas que explodiu em sucesso merecidamente. Seu som eletrônico com fortes batidas dance levam características de vários estilos músicais, desde o rap ao funk com o pop. Seu som altamente experimental direcionado simplesmente à diversão descompromissada e relevante se assemelha muito ao lixo chamado de funk carioca, mas são meras aparências. Ignorantes aqueles que associarem M.I.A. a qualquer porcaria dessas.

Já adquirido:

  1. Arular (2005)

Macy Gray

Hoje em dia podemos dizer que a voz de Elza Soares não é mais única. Junto a Elza, Macy também tem um timbre totalmente incomum que também se associa demais aos solos de um Sax. Não é à toa que o Sax é sempre presente em suas músicas, como se fosse uma brincadeira constante entre ela e o instrumento. Não tem que não se cative por sua voz, por alguma de suas músicas, sejam elas baladas soul ou com aqueles gingados do verdadeiro funk.

Já adquiridos:

  1. Oh How Life Is (1999)
  2. The ID (2001)
  3. The Trouble With Being Myself (2003)

terça-feira, dezembro 06, 2005

Tori Amos - Glory Of The 80's

I took a taxi from L.A. to Venus in 1985, I was electromagnetically sucked back in to a party going on that night. It was the glory of the 80's, with karma drawn up in lines and two bugle boys models saying: "baby, it's a freebee, you sure look deprived!"

I had the Story of O in my bucket seat of my wanna be Mustang auditioning for reptiles in their Raquel Weish campaign. In the glories of the 80's you said: "I'm not afraid to die", I said: "I don't find that remotely funny even on this space cake high". And then, when it all seemed clear, just then you go and disappear.

Silicone party barbies to the left and Joan of Arcs to the right, no one's feeling insecure we were all gorge and famous in our last lives. In the glories of the 80's you said: "the end is nothing to fear", I said - blow the end - "now, baby, who do I gotta shag or get out here?". And then when it all seemed clear, just then you go and disappear.

Sure you're out there orbitiong around. Wish I had you back now!

I met a drag king call Venus, she had a velvet hologram. She said: "my husband ran off with my shaman but they love me as I am". In the glories of the 80's I may not have to die, I'll clone myself like that blonde chich that sings Bette Davis Eyes. And then, when it all seemed clear, just then you go and disappear!

music file: Tori Amos - Glory Of The 80's

Jewel...

Jewel deixa tudo muito bem definido no álbum Pieces Of You, qnd ela diz que: what we call human nature in actuality is human habit.

Dúvidas... cruéis dúvidas!

Quando as coisas parecem estar muito bem definidas, mal se sabe que é apenas o começo para a completa e total indefinição.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Esperteza pouca é bobage!

Muuuita bobage... comigo ninguém precisa avisar 2 vezes...

Por isso q sou esse spetáculo!

Brincadeiras

Existem pessoas q levam brincadeiras muito a sério demais.

Só pra deixar registrado.

sábado, dezembro 03, 2005

Sabe por quê?

Porque os gênios ñ batem, sabe... Elas não entendem que existe uma grande diferença entre eu ser foda e as pessoas se acharem fodonas!

Sério problema...

Eu tmb tenho um sério problema com pessoas que se acham OS FODÕES!